Ir direto para menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página
Pesquisa

Artigo sobre uso da árvore Moringa oleifera na remoção de bário de águas é publicado em revista científica

Publicado: Quarta, 13 de Maio de 2026, 09h21

O artigo intitulado "Barium adsorption using extract from Moringa Oleifera bark and seeds (Adsorção de bário utilizando extrato da casca e das sementes de *Moringa oleifera*)" foi publicado no dia 9 de maio no periódico científico Scientia Plena, uma publicação científica mensal, multidisciplinar, editada pela Associação Sergipana de Ciência. O estudo é resultado da Iniciação Científica (IC) de Fernando Meletti Maciel, egresso do curso de Engenharia Ambiental da UFTM. O trabalho recebeu fomento do Edital nº 11/2022/PROPPG/UFTM, de 08 de abril de 2022.

Árvore "Moringa oleifera"

 

A pesquisa investigou o uso do extrato produzido com casca e sementes da árvore Moringa oleifera como coagulante natural aplicado à remoção de bário de águas de abastecimento. Os experimentos foram em laboratórios da graduação e pós-graduação na Unidade UFTM Univerdecidade.

Entre os coautores do artigo estão os professores da Engenharia Ambiental Carla Eloísa Diniz dos Santos, Deusmaque Carneiro Ferreira, Mário Sérgio da Luz e Patrícia Diniz Martins. O trabalho também contou com a participação do egresso do Programa de Pós-graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos (PPGCTA), Jussiê Pereira da Silva. 

O estudo de IC

O trabalho demonstrou que a adsorção do metal bário é influenciada por variáveis como pH e temperatura, com maior eficiência em condições neutras. “Normalmente processos convencionais de adsorção convencionais para remoção de metais (como bário) são realizados com materiais adsorventes caros (carvão ativados e outros). No nosso trabalho alcançamos eficiência relevantes de remoção de bário utilizando um material natural, disponível gratuitamente na natureza”, explicou a docente carla Eloíza.

Folhas e semente da "Moringa oleifera"

 

A pesquisa aponta que a Moringa oleifera apresenta potencial significativo para o tratamento de águas contaminadas por metais pesados, destacando-se como uma solução ambientalmente amigável e acessível. A árvore é originária da Índia e foi trazida ao Brasil na década de 60.  Atualmente está em todas as regiões tropicais e subtropicais do mundo. É comumente usada para produção de feno para bovinos e de ração para galinhas, produção de óleo, coagulante natural para tratamento de água, entre outros. 

“O bário foi escolhido porque laudos técnicos realizados acerca da qualidade da água de abastecimento em Uberaba, entre os anos de 2018 e 2022, constataram que a concentração do bário na comunidade rural Serrinha se encontrava acima do valor máximo permitido na lei de potabilidade brasileira. Ressalva-se que não se trata de uma contaminação antrópica e sim devido ao contexto geológico do local”, destacou a pesquisadora.

De acordo com dados da CETESB, a ingestão de bário em curtos períodos de tempo, mesmo que em concentrações traço, pode provocar vômito, cólica estomacal, diarreia, dificuldade respiratória, alteração da pressão sanguínea, adormecimento da face e debilidade muscular. E segundo informações da Organização Mundial de Saúde, os efeitos do referido metal sobre humanos envolvem vasoconstrição por sua estimulação direta do músculo arterial, peristaltismo como resultado da estimulação violenta do músculo liso, convulsões e paralisias após estimulação do sistema nervoso central e doenças cardiovasculares.

Os pesquisadores afirmam que indica-se a aplicação de um sistema de remoção em estações de tratamento de água (ETAs) e não para o tratamento domiciliar de água. O egresso Fernando, que atualmente trabalha em uma empresa de consultoria ambiental na área de tratamento de água e efluentes, enxergou a oportunidade de fazer a IC como uma forma de aplicar na prática os conceitos e aprendizados de sala de aula. “O contato com a pesquisa, trouxe um senso crítico e de valorização da ciência que uso muito hoje, atuando no mercado de trabalho”, concluiu.

O artigo está disponível no periódico Scientia Plena, volume 22, número 4, e pode ser acessado pelo link: https://www.scientiaplena.org.br/sp/article/view/8434

 

Imagem 1 (Fonte):  https://www.scielo.br/j/sa/a/yNGdZmp8TkM4wFhpnGh6bFN/?lang=en

Imagem 2 (Fonte): https://www.agraer.ms.gov.br/moringa-pode-purificar-a-agua-e-ainda-combater-a-desnutricao-pelo-mundo/

 

Fim do conteúdo da página