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Curso de Educação Especial e Inclusiva em Iturama tem previsão de iniciar no 2º semestre de 2026

Publicado: Segunda, 11 de Maio de 2026, 15h46

Campus Universitário de Iturama se prepara para receber mais um novo curso, com a primeira turma com previsão de ingresso já para o 2º semestre de 2026. Com 40 vagas anuais, o curso de licenciatura em Educação Especial e Inclusiva vem com a proposta de se constituir um instrumento estratégico para o fortalecimento da educação básica e a formação de professores.

Docente na UFTM desde abril de 2025, a professora Adriana Otoni Silva Antunes Duarte, atualmente vinculada ao Instituto de Ciências Agrárias, Exatas e Biológicas de Iturama (ICAEBI) e Departamento de Ciências Exatas e Educação (DCEE), segue com ideias inovadoras na coordenação pro tempore do curso. Graduada em Psicologia em 2006, mestrado em  Educação Tecnológica pelo Centro de Educação Tecnológica de Minas Gerais em 2010 e doutorado em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em 2017, com período sanduíche na  Université de Genève (Unige), professora Adriana tem se dedicado à pesquisa de processos de educação e inclusão social, com pós-doutorado concluído também na UFMG em 2019 sobre essa temática.

Segundo a professora Adriana, o curso será atendido, inicialmente, por professores das áreas de educação e ensino que ministram aulas nas licenciaturas do ICAEBI/Iturama, já se contabilizando nove docentes do DCEE que se prontificaram a trabalhar. Além disso, outras nove vagas serão preenchidas por meio de editais, “já está ocorrendo por meio do Edital nº 12/2026, para a área de Psicologia e Educação Especial, sendo que os demais concursos dependem da liberação do código de vaga docente pelo MEC, com a previsão de que esses concursos aconteçam ainda ao longo deste ano ou no primeiro semestre de 2027”, destacou, ratificando a importância dessas vagas para  se garantir a oferta qualificada dos componentes curriculares, o desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão, bem como o acompanhamento das práticas pedagógicas, estágios supervisionados e ações extensionistas do curso.

O curso de licenciatura em Educação Especial e Inclusiva tem ainda o diferencial de duas habilitações. Durante os três primeiros semestres do curso, o estudante cursa a base comum da licenciatura e, a partir do quarto período, segue para uma trilha específica, escolhendo uma habilitação principal, seja em “Habilitação em educação bilíngue de surdos” ou “Habilitação em atendimento a alunos com transtorno do espectro autista”. “O estudante poderá conseguir realizar as duas habilitações, desde que concilie os horários das disciplinas durante a sua formação”, salientou a Prof.ª Adriana.

Professora Adriana Otoni Silva Antunes Duarte, ICAEBI/DCEE/Iturama (Foto: acervo pessoal)

Interesse pela docência e por pautas como inclusão social, acessibilidade e diversidade devem fazer parte do perfil do ingressante no curso, idealizado para formar professores para a educação básica capazes de atuar com estudantes com necessidades educacionais específicas. Para a professora Adriana, é imprescindível que interessados no curso tenham “sensibilidade social, disposição para estudar metodologias pedagógicas, abertura para tecnologias assistivas e práticas inclusivas, além de interesse em participar das atividades que serão desenvolvidas durante a graduação. Além disso, o curso pode atrair professores já em exercício, profissionais da educação que desejam segunda formação e pessoas graduadas em outras áreas”, destacou.

O mercado de trabalho para o licenciado em Educação Especial e Inclusiva está em ascensão, justificadamente, inclusive, porque a legislação brasileira consolidou o direito a ela, o que obriga sistemas de ensino a buscarem estratégias pedagógicas de acompanhamento educacional para o público-alvo, até mesmo pela observação do aumento significativo de matrículas com consequente ampliação da necessidade de contratação de profissionais especializados, “o curso vem atender a escassez de profissionais preparados para trabalhar com a adaptação curricular para esse público. Sendo assim, o curso buscará preparar professores com competência científica, técnica e ética, aptos a enfrentarem os desafios da educação contemporânea e a promoverem o desenvolvimento humano, social e tecnológico da região, em áreas estratégicas, com grandes demandas de profissionais qualificados”, afirmou Adriana.

Ainda conforme a coordenadora, a criação do curso responde a uma demanda concreta da região de Iturama, do estado de Minas Gerais e  do território nacional como um todo, com carência significativa de profissionais devidamente habilitados para atuar com estratégias específicas para o atendimento aos alunos, seja nos anos iniciais ou finais do ensino fundamental e do ensino médio. Além disso, a proposta está em consonância com as diretrizes estabelecidas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), contribuindo para uma formação sólida, que articula teoria e prática, ciência e sociedade, saber acadêmico e experiência escolar.

Os laboratórios de ensino e laboratórios multiusuários já existentes no campus de Iturama darão o suporte inicial ao curso, já com propostas de expansão com a instalação futura de laboratórios de desenvolvimento de materiais audiovisuais e outros específicos. Complementando sobre a infraestrutura para o curso, professora Adriana também afirmou esperar a criação de um centro de referência para serviços de inclusão e acessibilidade, que certamente será referência para Iturama e os municípios circunvizinhos, não só em prestação de serviços, mas também consultoria especializada, tornando-se mais um campo de atuação e prática para os alunos do curso. 


Campus Universitário de Iturama (Foto: Sandra Mara Dantas/UFTM)

O curso prevê parcerias com instituições locais, regionais e com o próprio Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), além de outros projetos relacionados à temática na região. “O curso será um instrumento estratégico para o fortalecimento da educação básica, contribuindo com a redução das desigualdades educacionais e com a valorização da carreira docente. Assim, a UFTM reafirma seu compromisso com a formação de professores e com a construção de uma sociedade mais justa, equitativa e sustentável”, finalizou a professora Adriana Otoni, com positivas expectativas.

Campus Universitário de Iturama foi inaugurado no dia 13 de fevereiro de 2015. Nele, atualmente, são oferecidos os cursos de bacharelado em Agronomia e Zootecnia, em horário integral, e de licenciatura em Ciências Biológicas e Química, no turno noturno. Os novos cursos de bacharelado em Biomedicina (noturno) e licenciatura em Educação Especial e Inclusiva (noturno) estão com previsão de serem ofertados a partir do segundo semestre de 2026. As maneiras de ingresso nesses novos cursos serão amplamente divulgadas pelos canais de comunicação oficiais da UFTM.

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 Fonte: Divulgação/PROENS


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